11 de Março de 2026
Moção sobre o fim da escala 6×1 ignora realidade do comércio e ameaça empregos
O Sincomércio manifesta forte preocupação com a aprovação, pela Câmara Municipal, de uma moção favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, sem qualquer estudo técnico, sem análise de impacto econômico e sem diálogo com o setor produtivo.

A iniciativa revela um preocupante distanciamento da realidade enfrentada por milhares de empresas do comércio, especialmente micro e pequenos negócios, que são responsáveis pela maior parte dos empregos formais do setor.
A escala 6×1 está prevista na legislação trabalhista e é amplamente utilizada em atividades que necessitam funcionamento contínuo, como o comércio varejista. Defender o seu fim por meio de moções políticas, sem planejamento e sem transição estruturada, significa ignorar as consequências práticas dessa medida para empresas, trabalhadores e consumidores.
Levantamentos do setor apontam que uma mudança abrupta nesse modelo de jornada pode provocar:
- Aumento expressivo dos custos trabalhistas, exigindo mais contratações para cobrir jornadas reduzidas;
- Pressão financeira insustentável para pequenos empresários, que operam com margens cada vez mais apertadas;
- Risco de fechamento de empresas, principalmente no comércio de bairro;
- Redução de postos de trabalho formais, como tentativa de compensar o aumento de custos;
- Estímulo à informalidade, prejudicando trabalhadores e enfraquecendo a economia local.
É importante destacar que mais de 90% das empresas do comércio brasileiro são micro e pequenas, responsáveis por milhões de empregos. Qualquer medida que eleve custos de forma abrupta pode comprometer diretamente a sobrevivência desses negócios.
O Sincomércio reafirma que o debate sobre qualidade de vida e jornada de trabalho é legítimo e necessário. No entanto, não pode ser conduzido com base em decisões simbólicas ou posicionamentos políticos descolados da realidade econômica.
O setor produtivo precisa ser ouvido. Medidas que impactam diretamente a geração de empregos exigem responsabilidade, estudos técnicos e diálogo entre trabalhadores, empresários e poder público.
Defender mudanças estruturais sem avaliar seus efeitos práticos é, na prática, transferir a conta para quem empreende, gera empregos e sustenta a economia local.
O Sincomércio continuará defendendo um ambiente econômico equilibrado, que preserve empregos, fortaleça as empresas e garanta segurança jurídica para o comércio.
