Mogi das Cruzes, 22 de Julho de 2026

Falta de mão de obra qualificada preocupa comércio e serviços do Alto Tietê mesmo com vagas abertas

Sincomércio Alto Tietê alerta para a dificuldade de contratação e defende investimentos em qualificação profissional para atender às demandas do mercado

O comércio e o setor de serviços das cidades de Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba, Arujá, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Santa Isabel, Salesópolis e Biritiba Mirim enfrentam um desafio cada vez maior: encontrar profissionais qualificados para preencher vagas abertas.

Embora o mercado de trabalho da região continue registrando admissões, empresários relatam dificuldades para contratar trabalhadores preparados para atender às exigências atuais das empresas. O cenário reflete uma realidade nacional, na qual cerca de 80% das empresas afirmam enfrentar dificuldades para encontrar mão de obra qualificada.

Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em maio de 2026, o Alto Tietê registrou 16.478 admissões e 16.299 desligamentos, com saldo positivo de 179 empregos formais. Apesar do resultado positivo, o número representa desaceleração em relação aos meses anteriores, evidenciando que muitas vagas continuam sem ser preenchidas por falta de profissionais qualificados.

Entre os municípios da base do Sincomércio Alto Tietê, os dados mais recentes do Caged apontam:

  • Mogi das Cruzes: 6.153 admissões, 6.186 desligamentos e saldo de -33 vagas;
  • Suzano: saldo de 176 vagas;
  • Itaquaquecetuba: saldo de 176 vagas;
  • Arujá: 1.321 admissões, 1.402 desligamentos e saldo de -81 vagas;
  • Poá: saldo de -116 vagas;
  • Ferraz de Vasconcelos: saldo de 40 vagas;
  • Guararema: saldo de 4 vagas;
  • Santa Isabel: saldo de -18 vagas;
  • Salesópolis: saldo de 12 vagas;
  • Biritiba Mirim: saldo de 19 vagas.

Os números demonstram que, embora alguns municípios tenham registrado saldo positivo na geração de empregos, outros apresentaram retração. Em comum, todos enfrentam um desafio crescente: a dificuldade de preencher vagas abertas, especialmente no comércio e no setor de serviços. O problema não está apenas na oferta de empregos, mas na escassez de profissionais qualificados e alinhados às novas demandas do mercado, cenário que preocupa empresários de toda a região.