10 de Julho de 2025
Posicionamento do Sincomércio do Alto Tietê sobre a tarifa de 50% imposta pelos EUA às exportações brasileiras

A imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras pelo governo dos Estados Unidos representa um fator de pressão significativa sobre a economia nacional, com reflexos que vão além dos setores diretamente exportadores. O comércio varejista, embora não seja o primeiro elo atingido, será impactado de forma indireta e progressiva.
No contexto regional, o Alto Tietê pode sentir esses efeitos em setores como o de alimentos processados, eletroeletrônicos, vestuário, produtos agrícolas com valor agregado e bens de consumo que dependem de insumos importados ou de cadeias produtivas ligadas ao mercado externo. O encarecimento desses produtos, aliado à possível retração do consumo, pode comprometer o desempenho do varejo local.
Além disso, há preocupação com a manutenção dos postos de trabalho no comércio, especialmente se essa medida se prolongar e comprometer a sustentabilidade de pequenas e médias empresas, que representam a maior parte dos estabelecimentos da região.
Do ponto de vista institucional, o Sincomércio do Alto Tietê considera que ações unilaterais e protecionistas desse porte geram instabilidade nas relações comerciais e dificultam o planejamento das empresas. Em um cenário de economia globalizada, decisões desse tipo comprometem acordos já consolidados e enfraquecem a previsibilidade necessária para o funcionamento do setor produtivo.
Defendemos o fortalecimento das vias diplomáticas e a busca por soluções negociadas, técnicas e sustentáveis. O comércio varejista depende de um ambiente econômico estável, com regras claras e relações comerciais equilibradas. O momento exige responsabilidade institucional, foco na preservação da atividade econômica e na manutenção dos empregos.
Valterli Martinez
Presidente do Sincomércio do Alto Tietê
