31 de Julho de 2025
Sincomércio do Alto Tietê manifesta preocupação com impacto da nova tarifa dos EUA sobre importações brasileiras
O presidente do Sincomércio do Alto Tietê e da CDL de Mogi das Cruzes, Valterli Martinez, comentou nesta quarta-feira (31) o novo decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, que oficializa a tarifa adicional de 50% sobre produtos importados do Brasil, com previsão de início em 6 de agosto. A medida, repercutida amplamente na imprensa nacional, já está gerando apreensão em diversos setores do comércio e da indústria.

Segundo Valterli, o Sincomércio está atento ao cenário e acompanha de perto as possíveis repercussões no varejo regional, em especial nos segmentos que lidam com produtos importados direta ou indiretamente. “Essa decisão impacta a cadeia de fornecimento, principalmente de itens com origem ou insumos importados. Isso pode gerar aumento de custos, dificuldade de reposição e perda de competitividade para nossos comerciantes”, afirma.
Produtos que foram taxados com 50%:
Café e derivados
Carnes (bovina, suína e de frango)
Frutas tropicais (manga, mamão, abacate, etc.)
Pescados
Calçados e artigos têxteis
Cosméticos e produtos de higiene
Máquinas e partes industriais específicas
Produtos que não foram taxados:
Suco e polpa de laranja
Castanha-do-Pará
Minério de ferro e ferro-liga
Petróleo bruto e combustíveis
Carvão
Aeronaves civis, motores e peças (como os da Embraer)
Celulose, madeira e papel
Metais como alumínio, cobre e metais preciosos
De acordo com a entidade, o momento é de atenção e diálogo. “Já estamos conversando com empresários da região, avaliando os setores mais sensíveis e buscando informações técnicas para orientar os lojistas. O comércio precisa estar preparado para possíveis reajustes de preços e mudanças no comportamento de consumo”, ressalta Valterli.
O Sincomércio também reforça que está em contato com a Fecomércio-SP e com outros órgãos ligados ao comércio para acompanhar os desdobramentos e defender os interesses dos empreendedores do Alto Tietê.
“A medida é de ordem internacional, mas afeta diretamente o nosso dia a dia. Vamos continuar monitorando e levando informação ao setor para mitigar os impactos. E, sem confronto político, é importante que o governo brasileiro atue junto aos canais diplomáticos para defender os setores atingidos e ampliar a lista de isenções”, conclui o presidente.
